05 janeiro 2012




Você faz parte do meu faz-de-conta mais perfeito.
Mesmo que a distância insista em nos separar.
Tola distância, mal sabe ela que eu adoro provar que sou mais.
E desafiar meus próprios medos.
Por isso me entrego.
Não se preocupe, sei que ainda vou sentir o gosto doce da ausência da saudade.
O gosto da ausência da ausência. E enfim, seremos só eu e você.


Agda Y.

04 janeiro 2012




Tem horas que a gente espera que o amor acabe. A gente aguarda. A gente quer a todo custo que ele escorra pelo ralo e liberte a mente do que ela não deveria ter conhecido.
Mas o amor não acaba. Ele continua. Ele é o halo do que a alma experimentou e nunca vai se esquecer. O amor permanece. Quase intacto. Mesmo que as pequenezas do corpo desiludam a realidade.
O amor em si é aquele. Que mora no olhar que olha e inspira. Que nos faz lembrar do porque se apaixonou.
E a vida segue assim. Aprendendo a desconstruir dogmas, realidades estáticas. Para amar de novo. Aguardando. Querendo a todo custo. Libertar a mente do corpo. Para amar sempre mais.


ANA MARGRIT

http://reversoconverso.blogger.com.br/



(Palavras que eu gostaria de ter escrito... Agda Y.)


Entre uma palavra e outra me sinto boba. Chego a duvidar.
Afinal, quando falo sobre uma menina correndo entre as mangueiras ou sobre a saudade de um tempo que não volta mais. Quando escrevo sobre lágrimas ou gargalhadas soltas no ar.
Duvido se alguém me ouve.
Os jornais só publicam um grande terremoto ou tragédias diárias que tentamos esquecer.
Enquanto eu... eu insisto em explorar minha própria alma.
Insisto em tentar desvendar os meus segredos.
Ou em, ao menos, fazer doce as tolices em que ainda acredito.

Agda Y.
(... pensando sobre algo que li de Rita Apoena)

30 dezembro 2011


Muitas vezes acreditei no amor. Outras tantas me decepcionei com ele.
E desde então, me divirto... Foi assim que aprendi.
Acho graça de uma data esquecida. De uma demora pra se arrumar. De uma promessinha não cumprida. De uma cueca furada.
Não me estresso com a toalha na cama. Com o banheiro molhado. Com um presente sem pé nem cabeça.
Faço piada dos seus antigos amores, chamo de baranga e invento até apelido. Não alimento um ciúmes desses, com certeza.
Gosto de rir dos seus erros e perdôo com mais facilidade os percalços da vida a dois.
O amor pra mim é diversão. Foi o que aprendi com todas as desilusões do passado.
Pelo menos tento.


Agda Yokowo

28 dezembro 2011




De passado se faz o homem.
Aos 9 anos, enquanto corria por entre as mangueiras eu achei que havia encontrado a felicidade. Achei que a melhor coisa do mundo era sentir os cabelos balançando com o vento, enquanto apostava corrida de bicicletas.
Aos 12 anos, tive certeza que nada era melhor do que caça ao tesouro. E apostei que a vida era exatamente como os lances do Jogo da Vida.
Aos 15, comecei a duvidar de que algumas etapas eram obrigatórias. Imaginava viver o resto dos dias solteira, viajando pelo mundo ou salvando criancinhas na Africa.
Aos 16, sonhei com aquele beijo, mas a vida me obrigou a colocar meus pés no chão. Primeiro fora, primeira decepção. A vida não parou, apesar de eu pensar que tudo havia se acabado.
Aos 18, saí de casa, morei sozinha e comecei a desenhar um futuro sobre a areia movediça. Escolher uma profissão e traçar caminhos...
Acho que aí, comecei a duvidar.
Perdi minhas certezas.
Questionar era meu jogo favorito.
Por muito tempo apostei com a vida que eu sabia o que estava fazendo. Perdi quase todas as vezes. Até hoje, com 25 anos, não sei.
A única certeza que tenho é que enquanto estas covinhas estiverem no meu sorriso, é porque de fato a vida deve estar valendo a pena.


Agda Y.


Me vesti de alegria. De sonho. E de esperança.
Fiz-me bonita.
Sorriso no rosto.
Um brilho nos olhos.
Sentimento de renovação batendo no peito.
E promessas movendo a alma.
Tudo para esperar o novo que há de vir...



Agda Y.

27 dezembro 2011





Me diz que é pra sempre que eu acredito.
Me peça que eu aceito.
Me beija que eu suspiro.
Me abraça que eu derreto.
Pois com você, só você, tem o doce gosto de eternidade.

Agda Y.

26 dezembro 2011




Desejo para mim e para você.

Que saibamos nos renovar. Como a natureza que faz desabrochar as flores a cada primavera.

Que possamos renascer. Renascer em novos amigos, novas alegrias, novas dores e novos dias.

Que tenhamos sabedoria. De mudar a cada novo amanhecer, pois tudo aquilo que não muda, não cresce, não vive.

Que saibamos ser gratos e reconhecidos diante de todas as maravilhas da vida. A chuva ou o sol, o teto, o pão e o trabalho.

E que este gostinho de novo, continue a impulsionar nossos corações por mais 365 dias.


Agda Y.



Reservei o que há de melhor em mim para o amor.
Reservei dores e decepções.
Antigos amores incompreendidos.
Velhas lágrimas que escorreram sem minha permissão.
Reservei aquele elogio que não veio.
Aquele atraso no primeiro encontro.
Aquele ciúme desmedido.
Aquele convite para o cinema que não aconteceu.
Reservei o que há de melhor em mim, e enfim, me sinto pronta para o amor.


Agda Y.



Não me preocupo com o que você pensa que sou.
Me ocupo demais com os ideais que defendo. Com os degraus que almejo subir.
Me ocupo dos meus sonhos, princípios e tolas regras que construi com o tempo.
Com licença, que o que sou me pertence.


Agda Y.